Foram tantos anos esperando que as horas aguardando no aeroporto, as horas sentado dentro do Morumbi, as horas assistindo ao show do Velvet Revolver (que por sinal, não sou fã e não gostei), as horas em pé com dor nas pernas, costas, cabeça, com sede, fome, suado, sujo, apertado e empurrado, as (várias) horas esperando no aeroporto na volta pareceram justas. Valeu a pena. Foi como uma penitência para receber a comunhão logo após. Foi sofrido, mas o show fez esquecer todos os problemas. Eu estou até com dificuldades de descrever, pois fiquei sem palavras. Foi uma emoção incomensurável. Agradeço a todos os envolvidos.
Mas bom... eu me sinto na obrigação de fazer algumas ressalvas. Foi a primeira vez que vou a São Paulo, e fiquei apavorado.
Congonhas: É uma rodoviária. De longe o pior aeroporto que já fui. No salão de check-in, somos brindados com uma perigosa mistura de oxigienio com mofo, oriundo de persianas provavelmente dos tempos de Santos-Dummond. A infra-estrutura é precaria, muito antiga e feia. A comida é absolutamente tenebrosa, além de carissima. Os banheiros são como de uma rodoviária mesmo, e as acomodações para quem necessita passar horas no aeroporto são vergonhosas. Isso tudo contrasta com as salas de embarque, que são muito novas, limpas e bonitas. Tem quem brinca que o Brasil só tem duas saídas: Congonhas e Guarulhos. Bom, eu espero que Guarulhos seja diferente, pois, se for igual, o Brasil tá na merda.
Trânsito: Assustador. Absolutamente caótico. Não consigo me imaginar dirigindo lá, e olha que eu não tenho medo de trânsito. Fiquei abismado com a falta de respeito e descaso com qualquer lei de trânsito presente no código.
Taxistas: E eu achava que os taxistas de Porto Alegre eram egocêntricos no que diz respeito ao trânsito. Perto de SP eles são santos (não a cidade). Acho que eu nunca tinha temido tanto por minha vida dentro de um carro (como carona) como nesta viagem. Os taxistas são completamente alucinados em SP. A velocidade média, contando as paradas em semáforos e congestionamentos, onde a velocidade fica baixa ou quase nula, deve ter ficado por volta de 80km/h, pois quando o trânsito está livre, eles andam (sem brincadeira) facilmente a 120km/h. E fazem curvas assim! Costuram mais que assistente de estilista, furam vermelho o tempo todo e ainda xingam que os contraria. Deus abençoe o trânsito de Porto Alegre. Nunca mais reclamo daqui.
Clima: O tempo lá é constantemente um bafo. A poluição cria as tais ilhas de calor, e chega a ser nojento. É tão marcante a presença da poluição que, quando começou a chover no show, muita gente (de outros estados) gritou: "Olha a chuva ácida!!!". E a chuva durou 15min.
Pessoas: Os paulistas me pareceram (os que tive contato), pessoas boas, mas irritantes. Não sei se é o sotaque, as expressões, girias ou o quanto eles gostam da cidade deles, só sei que não conseguiria conversar muito tempo com um.
Tem outras coisas que eu poderia ressaltar, mas talvez fique pra outro dia. Já são 19:05 e eu quero ir pro fim de semana. Fui!
Um comentário:
Opa!
Mesmo que tenhas escrito só coisas ruins, ou entrado em detalhes só das mesmas, belo post!
Imagino mesmo que foi um puta show.
Abraço pra ti!
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