Resolvi alugar uns filmes com a Gabi, filmes que a gente perdeu no cinema, num período em que a gente foi pouco. Pegamos Pequena Miss Sunshine e Uma Verdade Inconveniente.
Do segundo, falarei em outro post mais elaborado, porque ele merece.
Dentro de uma família completamente problemática, paranóica e obssessiva, a pequena Olive é treinada pelo avô viciado em heroina em sua coreografia especialmente preparada para concursos de beleza infantis. O jovem Dwayne está há 9 meses em voto de silêncio, que promete quebrar assim que conseguir se tornar Piloto da Força aérea. O pai Richard é um fracassado palestrante motivacional, com um plano de 9 passos para criar vencedores, prestes a bancarrota. Frank é "o maior estudioso de Proust dos EUA", homossexual e (ex)-suicida. Sheryl, a mãe, parece ser a menos problemática de todos, somente sofrendo silenciosa com todo o engodo que permeia seu lar.
Ao ser chamada para um tradicional concurso de beleza nacional, Olive coage com seu entusiasmo a familia a se transportar de Kombi desde Albuquerque até a Califórnia. E, como diria o genial locutor das chamadas da Sessão da Tarde, "aí começa a confusão".
O filme tem um pé no clássico Férias Frustradas, com Chevy Chase, mas com personagens mais elaborados e patologicamente engraçados. Trata de assuntos sérios (morte, suicidio, uso de drogas, fracasso...) de maneira despreocupada e minimizada. Na verdade, em determinados momentos, o espectador confunde o triste com o cômico, o que acredito ser o objetivo da película.
No final das contas, o que pude tirar de mensagem do filme é "não leve a vida tão a sério".
Recomendo. As atuações são fantásticas, inclusive do genial Steve Carrel, que provou ser o grande sucessor de Jim Carrey na comédia. Uma prova disso abaixo:
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