Pára pára pára pára! Pára o Brasil que eu quero descer.
Como é possível um país acumular tantas tragédias sem explicação em tão curto espaço de tempo? Como é que pode tanta gente morrer todo santo dia de tudo quanto é lado e jeito e tudo permanecer igual, como se fosse simplesmente dano colateral dessa orgia política que chamamos de país? Não, chega! Não aguento mais. Não quero mais abrir o meu jornal e perceber que ele engorda suas páginas policiais e de tragédia e diminui as matérias de caridade e humor. Não suporto mais a incapacidade do Brasil de manter seus brasileiros vivos, em qualquer âmbito que seja.
Tragédias são tragédias, mas muitas vezes podem ser evitadas. Eu fui pela primeira vez no Congonhas este ano, e inclusive na ocasião eu comentei no blog: aquilo lá é um lixo. Como é que pode o aeroporto mais movimentado do país ser tão precário? É inadmissível! Mais do que isso, é uma irresponsabilidade. E por causa dessa irresponsabilidade, que não se limita somente ao tráfego aéreo, é que cerca de 200 pessoas morreram ontem. Mas duvido que tenha sido suficiente. Tudo vai permanecer igual. Serão abertas discussões, investigações... E certamente terminará em nada, e o povo vai ser ganho no cansaço e na sua memória curta. Quantas mortes mais serão preciso? Qual será o número cabalístico que mudará a mixórdia crescente instalada nesse país? Na minha opinião, não há gente suficiente a ser sacrificada no país. E é por essas que eu alimento cada vez mais o desejo de fugir daqui, ir morar longe, esquecer que eu nasci num país fudido onde cada dia eu somente sobrevivo. E com todos os holofotes aqui, por causa do Pan, o país consegue demonstrar mais uma vez sua escrachada incapacidade funcional. Infelizmente, o Brasil não tem cacife para ser um país internacional.
-----------------------
Um dos passageiros do vôo era quase meu tio. Era um tio em segundo grau, se é que isso existe. Era irmão do meu tio, tio dos meus primos. (E pra terminar minha cota da palavra tio, aqui vai: tio, tio, tio, tio, tio, tio.) Era um cara que eu não tinha mais contato há muitos anos, já que nunca tivemos nada em comum. Particularmente não sei muito dele mais do que saia na mídia ou meus pais me contavam. Mas era um cara que, por mais difícil que fosse e com mais problemas que tivesse, era um pai, um marido, um filho, um irmão... e um tio inclusive. Eu tive mais contato com ele quando era bem novo, quando ele incansavelmente queria me converter em um colorado. Dizia que podia me transformar em cartola do Inter. Mas não adiantava, meu coração já era azul. Ele gostava de mim e, que eu me lembre, sempre foi legal comigo. E por isso, aqui vai meu abraço pro Paulo Rogério Amoretty Souza e sentimentos pra família dele, onde se incluí, também, parte da minha família.
----------------------
E o Pan? E o Pan....
Infelizmente, nem tem clima de falar de Pan agora.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário