quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

X-mas

Então é Natal
e o que você fez?





[...]




Dormi pra caralho


e vou dormir outra vez.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Das antigas

Croniquinha escrita por mim há sei lá quantos anos:

Computadores e a Gente

Prefiro escrever no computador do que no papel com a caneta ou lápis. Minha caligrafia é terrível e se escrevo demais minha mão começa a suar e entorta o papel. É uma tristeza. Mas Deus abençoe os computadores. Como dizia Bukowski, cuja opinião sobre a escrita computadorizada simpatiza com a minha – ou a minha com a dele -, o texto flui, as letras formam palavras que flutuam e brilham na tela, inspirando sua mente. Tudo bem que ele escrevia bêbado, e bêbado tudo flutua e brilha a nossa frente. Mas tem seu ponto de razão, o texto flui mais. Ele dizia isso já lá em 1991, quando os computadores não tinham um centésimo da potência e capacidade dos de hoje. Eu, que era uma criança na época em que Bukowski morreu, tinha um computador como o dele, que não possuía mais de 500 megabytes de memória, o que hoje significa uma titica perto dos humilhantes gigabytes e terabytes que as máquinas atuais dispõe.

Os computadores se assemelham muito com os seres humanos. A gente, durante a vida, vai juntando material abstrato armazenado no cérebro, que se torna concreto na hora que desejamos – ou não – usar. Como a memória, aprendizados, costumes, regras sociais, o dia do aniversário da patroa ou daquele campeonato que nosso time ganhou. Enfim, juntamos, durante nossa existência, muita coisa útil, mas também muita porcaria sem utilidade e que só serve para ocupar espaço no nosso disco rígido. Como em nossos computadores, ao passar do tempo as coisas vão se aglutinando na nossa mente, sejam montes de arquivos temporários ou sejam importantes arquivos de sistema, e às vezes eles se confundem entre si ou entram em conflito com outros já existentes, o que prejudica todo o funcionamento da máquina, tanto em hardware quanto em software. Tanto um conflito entre arquivos no computador pode danificar seu sistema de som, por exemplo, um conflito de memórias e acontecimentos podem danificar o seu sistema nervoso, cardíaco, digestivo e excretor, por exemplo. Imagine você...

Problemas assim são comuns tanto em máquinas superpotentes como em seres-humanos superpotentes, impotentes, prepotentes, comuns ou não. É de conhecimento de todos que usam computadores e os entopem de porcaria - como eu - que quanto mais se enche a memória do mesmo, mais lentamente ele responde. Algo relativo a ocupação dos recursos de sistema, e o mesmo acontece com o homem. Ao final da vida, já com o cérebro cheio de material, porcarias, arquivos na lixeira que não foram deletados, coisas pela metade e etc., fica cada vez mais difícil se lembrar de qualquer coisa. Ainda mais qualquer coisa útil. Como no computador, onde acontece uma espécie de esclerose virtual, em que quando a memória está muito cheia, a máquina começa a caducar. Esquece onde estão localizados arquivos básicos, desiste de executar tarefas ordenadas por nós e às vezes tranca – ou cai no sono. Que nem nós, quando velhinhos e usados. Começamos a esquecer de tudo, a ficar lerdos e eventualmente travar de vez. Então as pessoas se irritam conosco, como com os computadores. Só que os computadores tem uma vantagem: é sempre possível reiniciá-los. Porém numa idade avançada isso se torna perigoso para o ser humano. Há o perigo de não se religar mais. E aí nem a assistência técnica resolve.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

1001 discos

Embalado pela declaração do Beto Callage durante uma aula da Perestroika de que ele possui uma modesta coleção de 11.000 cds de música, resolvi fazer deste um post multicultural. Vou falar dum livro que comprei há 2 semanas. É um livro que fala sobre discos.

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer é um puta livro. Não só pelo tamanho (são 960 páginas), mas pelo conteúdo.

Ele é um guia muito legal, dividido em décadas, de álbuns memoráveis de artistas diversos, tanto dos que vocé é fã como dos que nunca ouviu falar. Pra quem é apaixonado por música e história da mesma, é um livro essêncial. E barato, já que na Saraiva tá custando uns 47 reais (e acho que vi no Submarino por 39!)

Se não for pra uso próprio, também é um belo presente de Natal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mais um post nostálgico

Eu tava comentando com o Toshio hoje no meio-dia, enquanto o sol fritava meu braço apoiado na janela aberta do carro, que eu não tenho, atualmente, acesso a nenhuma piscina. Há alguns anos, eu era sócio do União, e no verão ainda rolava uma piscininha pra matar o calor. Mas hoje não. Como mal tenho ido à praia, minhas experiências aquáticas hoje se resumem a banhos e escovada de dentes.

E isso me fez lembrar do tempo em que eu não precisava de uma piscina especificamente como motivo para me molhar. Podia ser banho de mangueira no pátio, guerra de bixiguinha, de arminha d'água, de balde... Era uma delícia. E não era simplesmente se molhar, era aquilo chamado pelos adultos de "molhaçada". Se fosse molhado, era bom. Mas se fosse molhaçada, era o máximo. E é o que sinto falta. Sinto falta duma molhaçada despreocupada no fim de tarde.

Acompanhada de coca-cola e bolacha recheada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Post fura-pauta

Esses dias me debati com uma questão de vital importância.
Existem equipes e maquinários específicos para resgates na nossa sociedade. E existem pessoas da lei, com poder de punir transgressores. Mas o que fazemos quando estes é que precisam ser resgatados? Quem pune aqueles que são designados os punidores oficiais?
Quem guincha o guincho quando ele estraga? Quem multa o azulzinho? Quem resgata a guarda costeira à deriva? Quem salva o salva-vidas? Quem recolhe o lixo da casa do lixeiro?

E a resposta me veio como um trovão. É tão claro. É tão simples.



É óbvio que é o Superman.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pior que pesadelo

No findi eu peguei uma virose. Acordei as 5 da madrugada de domingo vomitando e desde então não consegui dormir mais. Nem consegui comer mais. Tem sido um pesadelo o mal estar constante nestes últimos dias, a tontura, a fraqueza... Mas o pior de tudo foi tentar dormir.

É muito estranho, mas as disfunções fisiológicas provocadas pela virose tiveram uma influência direta no que eu sonhava. Nos poucos momentos em que eu conseguia alcançar a insconsciência, logo me vinham estes pensamentos e eu acordava agoniado. Não eram pesadelos, nem sonhos normais. Eram sonhos abstratos. Não tinham enredo, eram puramente um propósito para me torturar. Pensamentos sufocantes, como milhares de cubos de formatos diferentes me empurrando de lado a lado. Ou milhares de tábuas de madeira que tendiam a se desorganizar ao passo que eu ia organizando-as. Por que meu próprio cérebro me sabotava? Não sei, mas estou feliz que passou.

Hoje estou de folga para repousar em casa. O Gerson me deixou faltar, até porque a mãe dele estava com a mesma virose, então a compaixão foi mais facilmente alcançada. E já estou melhor, seguindo a regra de que esta é uma virose de 4 dias. Só estou ainda fraco, já que mal me alimentei nestes últimos 3 dias.

E como resultado destas 72h de inferno, perdi quase 4kg. Foda... mas de alguma maneira, vantajoso.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Uma coisa leva à outra

Aqui no Morro Sta. Teresa tem um carro de som que presta serviço à comunidade. Vez que outra ele passa tocando uma música bem alegre anunciando isso:
"Atenção dona de casa, atenção moradores! Neste sábado, dia xx, vai faltar água!".

Acho isso uma ação louvável da prefeitura, se bem que louvável mesmo seria não faltar água.

Pois bem, o carro de som esqueceu de avisar as agências de propaganda das redondezas que sexta feira, dia 16, iria faltar internet. A Martins amanheceu hoje sem um recurso mais importante que água, e foi o caos. Se bem que nem foi tanto, por sorte, já que hoje é uma sexta feira meio morta, pós feriado. Pra muitos deixou de ser sexta-feira pra ser sexta-feriado.

Mas enfim, impossibilitou um monte de coisas, inclusive de eu escrever este post. Na verdade, estou escrevendo ele à lapis num papel de caderno e estarei enviando através dos correios para o Blogspot. Veremos se chega.

Um computador sem internet vira uma máquina de escrever de grã-fino. E a gente se sente meio que numa ilha, sem poder se comunicar nem se mostrar presente no MSN. E acaba por ficar limitado e sem ter o que fazer. Nessa situação, fiquei olhando as coisas da minha mesa, e notei como tem coisa escrita em todas as minhas coisas. Daí decidi transcrevê-las pra vocês. Se liguem só, dá pra dizer muita coisa sobre a minha mesa lendo isso:

• Nokia (escrito no meu celular);
• 4x-12x cd-rw printlife (numa caixinha de cd);
• Dr. Smith Contra os Invasores Dementes - Quem escapará das garras hediondas destes seres ciclópicos? (num bloquinho de papel de uma produtora de vídeo);
• Perestroika (numa caneta);
• Pedido Interno de Trabalho (no cabeçalho de um Pedido Interno de Trabalho);
• Macchiato (na minha caneca de café);
• X Jogos de Integração do Idoso do RS (num livreto que eu diagramei);
• Que bom seria se tudo na vida tivesse opção. (num freecard dum banco de imagens online);
• Publicidade e Propaganda 40 anos PUCRS FAMECOS (num lápis branco);
• Made in Brazil (no fundo de um copo vermelho);
• Euroset 805S (num telefone);
• Fun 4 All Corporation (na parte de baixo de um bonequinho do Cartman que fica em cima do meu monitor);
• Flatron ez t930B (no monitor);
• R (no teclado);
• 50m resistant (no meu relógio);
• SP Alpargatas Call Center (no porta-celular);
• Spaltech Stereo Headphones (nos fones de ouvido);
• Boxy's (no grampeador);
• Pincel Atômico 1100-P (no pincel atômico);
• Faber Castel since 1761 (no apontador);
• Mechanical Eraser Göller (na borracha);
• Ref. d542 (no marca-texto);
• Frontlights Sequênciais (num rafe);
• Fábio Toshio - 1968 (numa lista de ramais);
• Dicas Úteis para uma Vida Inútil (num livro);
• É tempo de crise no rock. (numa revista);
• www.oxto.com.br (numa sacola de loja);
• Os nerds conquistaram o mundo. (em outra revista);
• Help? Imóveis Racon (num porta-lápis);
• Think Different (no meu bloco de rscunhos).

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Emaranhado

Eu criei uma teoria.

O sentido natural de todas as coisas do mundo é ser comprido e enozado. E o que vemos são simplesmente essas coisas depois de cortadas e esticadas. Deus criou tudo assim, e o homem aprendeu a desmembrar os elementos a seu alcance e reorganizá-los. Conseguiu isso com tudo, e tudo que existe no mundo concordou em se comportar direitinho. Tudo, menos a lã.

A lã é o único ser ainda rebelde no mundo. Ela é a única que, mesmo sob controle do homem, ainda consegue se enozar sozinha e semear o caos no universo. Como se estivesse se auto-abraçando, ela se contrai, se enrola, se reformula a ponto de causar extremo desgaste físico e mental do ser humano, que busca sempre esticá-la.

Não é o homem, tampouco os golfinhos que reinam a Terra. É a maldita lã.



[...]



Isso fez sentido? Não? Então experimentem passar 25 metros de lã por entre 150 tubos de canetas esfereográficas. Estou dizendo. Temam a lã!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

!!!

Tô sem tempo, tô sem tempo. Tô correndo, tô correndo. Maçã + N, Maçã + O, Maçã + S. Chega Pit, cria Pit, larga Pit. Correção, cobrança, correria, combinação de cor, como diagramar?!? E a personalidade? Não há tempo! É pra hoje, ao meio dia, corre, corre! Chega Pit, empilha Pit, acumula Pit. Quer almoço? Nem pensar. Fura-pauta, para-quedas, pit-parasita, ping-pong. Toca o meu telefone, coisa boa nunca é. "Lembra aquele folder de 28 páginas que tu fez? Faz um boneco rapidão pro cliente olhar pela 28ª vez." Um loguinho, rapidinho. Pra quando? Pra logo logo. Logo quando? Logo agora? Gustavo, tua pauta ta cheia? Capaz, pode me passar. Posso só ir no banheiro? Não dá tempo. Instalaram um pinico pro Panichi não sair da cadeira. Ou da cadeia? Ctrl + Clique, Ctrl + C, Ctrl + V. Vê se deu pra entender? Tô sem tempo, tô sem tempo. Tô....sem.....tempo.... ploft.



Mas eu tô curtindo muito aqui! :-)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Tommy - Parte 2

O filme Tommy é de 1975, ou seja, no auge das experimentações e locuradas psicodélicas no cinema (e na vida real também). O diretor Ken Russel conseguiu captar bem a história e as imagens criadas pelo disco do The Who, mas não foi à toa. Até porque, quem escutou a história de Tommy só pelo álbum, não conseguiu compreender certas partes, que ficam meio obscuras já que não constam nas letras, que são embaralhadas e omissas em alguns pontos. Para conseguir completar as lacunas, o diretor trabalhou ao lado de Pete Townshend, guitarrista do The Who e compositor de quase todas as músicas do álbum Tommy.

Há pequenas mudanças na história, como o deslocamento da história da 1ª Guerra para a 2ª Guerra e uma radical mudança de enredo. No filme, quem mata é o padatro e quem morre é o pai verdadeiro. O que, na minha opinião, ficou mais novelesco, mas funciona melhor.

A adaptação audiovisual ficou genial. Muitas cenas traduzem perfeitamente a sensação que a música e a temática trazem. Como em Acid Queen, onde Tommy fica preso em uma armadura de metal com seringas acopladas, com Tina Turner saracoteando pelos lados. Ou a cena do culto, com Eric Clapton tocando guitarra numa igreja que idolatra Marlyn Monroe. As referências e críticas são como um leve tempero que apimenta mais a película, deixando-a mais interessante.

As participações de artistas renomados também. Lendas, como os citados Eric Clapton e Tina Turner, além de Elton John, Arthur Brown e até Jack Nicholson fazem papeis no filme. Sem contar Roger Daltrey, que faz o papel principal, de Tommy. Alias, uma atuação impressionantemente convincente e empolgante de Daltrey, que é o vocalista do The Who. A maneira como retrata o rapaz cego, surdo e mudo é realmente atordoante, e a maneira como esbarra nos cenários é pra lá de realista.

Um ponto negativo (e se tratando de um musical, é exponencialmente negativo) são as músicas. Não as músicas originais, mas as regravações. Achei que estragaram, tirando a essência rockeira (que já não era tão forte) e deixando-as com um tom mais broadwaydiano. E o pior, os interpretes das músicas são terríveis. Cantam mal, têm vozes feias e distorcem as melodias tão bem trabalhadas por Daltrey nos seus vocais do álbum original. Mas enfim, Pete Townshend colaborou com toda a elaboração do projeto, então presumo que tenha aprovado. A única música que se salva, e que acabou ficando melhor que a original, foi Pinball Wizard, interpretada por Elton John.

No final das contas, é um filme muito legal para quem gosta de musicais, principalmente dos anos 70, e para quem gosta do The Who, principalmente de Daltrey. Mas para quem gosta do álbum em si, vale mais a pena deixa o filme no mudo e tocar o cd junto (não testei pra ver se dá sincronismo, mas provavelmente não dá...)

Mais recentemente, Tommy também virou um musical na Broadway. Mas eu não vi, então nem sei como ficou.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Novidades

Agora é definitivo. Fui pra Martins + Andrade. Demorou a resposta, mas ela veio positiva. Comecei hoje mesmo, segunda feira. É sempre complicado começar numa nova empresa, porque não se conhece ninguém, as coisas não estão totalmente preparadas pra ti, e os processos são diferentes, mas a gente sempre se adapta. Acho que vai ser muito afudê trabalhar lá.

Outra coisa que venho protelando a anunciar é que eu e a Gabi estamos juntos de novo. :D

Imaginem, então, a minha felicidade atualmente.